quinta-feira, outubro 18, 2007

RTSE vs NUTCentro

Vou contar-vos o que me aconteceu hoje (e peço desculpa pelo post tão alongado e apenas com imagens no final).

Chego ao meu local de trabalho e ligo o PC.
Como cada dia, a primeira coisa que faço é ver o mail e “passear” nuns quantos sites para ver as notícias, tanto regionais, como nacionais e internacionais.
É neste meu “passeio” que me deparo com esta notícia e esta.

“Patrão contra proposta de lei para reorganizar sector” e “RTSE contesta as cinco divisões de Turismo” eram os títulos das duas notícias…

Que depreende o leitor acerca destes títulos? Qual foi o primeiro pensamento que assolou a sua mente?

Pois bem, eu vou dizer exactamente o que pensei e que se veio a confirmar depois de ler as notícias na totalidade.

Segundo consta, o senhor presidente da RTSE está contra a nova proposta de lei para reorganização do sector em cinco regiões, uma vez que para ele a proposta em causa destrói as principais marcas turísticas portuguesas.
Segundo ele, "a RTSE está contra porque, pela primeira vez em 70 anos de políticas de turismo, tentam-se destruir as principais marcas turísticas portuguesas, tais como a Serra da Estrela, Douro, Fátima, ou outras".
Afirma ainda que “com esta proposta, a marca turística passa a ser Centro e a Serra da Estrela perde a autonomia.”

Basicamente, o que se pode aproveitar da notícia, são estas declarações patéticas do senhor presidente do organismo que devia zelar pelo TURISMO na Serra da Estrela.

Agora analisemos o que a referida pessoa afirmou:

1 - “a proposta em causa destroi as principais marcas turísticas portuguesas”

Falar que destrói as principais marcas turísticas portuguesas é algo que não consigo depreender nas 5 unidades que a proposta de lei sugere. A única coisa que vejo que destrói é essa entidade da qual o senhor é presidente.
Não sei se os leitores têm noção do número de Regiões de Turismo que existem actualmente, mas eu pelos dados a que tive acesso, neste momento existem nada mais nada menos que 22 regiões de turismo!
O que a proposta de lei propõe, é basicamente aglutinar estas 22 regiões de turismo, em 5 unidades, denominadas NUTs.

2 – “a RTSE está contra porque, pela primeira vez em 70 anos de políticas de turismo, tentam-se destruir as principais marcas turísticas portuguesas, tais como a Serra da Estrela, Douro, Fátima, ou outras”

Antes de mais, creio que a RTSE completou este ano 50 anos de funcionamento.
Depois falar de políticas de turismo em Portugal, talvez seja apenas comparável às fantásticas declarações que referiam que as alterações climáticas que afectam neste momento a Serra da Estrela, acontecem de 10 em 10 anos.
E mais feliz ainda é comparar a Serra com o Douro e Fátima… sem dúvida, uma comparação extremamente feliz… em Fátima apareceu a Virgem Maria, no Douro quando se bebe muito também se começam a ver coisas, mas na Serra da Estrela vê-se de tudo, nem é preciso ser crente nem beber uma garrafa de vinho. Ele é escavadoras a transportar neve, ele é fogareiros para evitar incêndios, ele é jipes a subir por pistas de esqui no Verão… sem dúvida, comparar neste momento a Serra da Estrela, que está pior que nunca, com zona como o Douro e Fátima, que estão melhor que nunca, é deveras uma excelente comparação!

3 – “com esta proposta, a marca turística passa a ser Centro e a Serra da Estrela perde a autonomia.”

Creio que este seja o maior problema de todos. E porquê? Na minha opinião, este será o maior problema, porque se esta proposta de lei avançar, talvez haja por aí bastante gente que tenha que ser distribuída por novos serviços a desempenhar novos cargos e a ganhar (talvez) menos do que ganha até agora. Basicamente, e como o povo gosta de dizer, talvez alguns tachos deixem de existir!

Será por isto que a RTSE e o seu Presidente estão contra o que está em cima da mesa?!

Sinceramente, creio que sim…
Alegar o que alegou para defender a manutenção da RTSE em funcionamento como a conhecemos é tremendamente infeliz. E isso porquê? Ora vejamos. Qualquer pessoa que tenha provas dadas na sua profissão, o que faz quando se sente “em xeque”, é mostrar a “obra feita”. Porque é que a RTSE não escolheu esse caminho para sua defesa? Ora… Basta ver os fantásticos folhetos da região Onde a Natureza Vive (português e espanhol), para perceber o que estou a tentar dizer. Ou talvez baste ver o site da referida Região de Turismo. Ou talvez baste ler esta entrevista que o presidente desta região deu a este órgão de comunicação social…

Creio que se esta proposta de lei se vier a concretizar, talvez não seja uma perda, mas sim uma mais valia para a região! Quiçá um dos pilares que tem promovido a falta de qualidade do Turismo da Serra da Estrela seja de uma vez por todas eliminado… talvez desta forma os outros pilares também não aguentem e acabem por ruir! Esperemos que sim…

PS: já agora, e para confrontar o senhor presidente da RTSE quando refere que “a marca turística passa a ser Centro e a Serra da Estrela perde a autonomia”, gostava de o convidar a visitar o site da Região de Turismo do Centro (ver um pouco a qualidade) e ver se os locais que pertencem a esta região, não estão a ser divulgados de igual para igual entre eles. Acima de tudo, o que se percebe naquele site é que existe uma certa imparcialidade em tudo o que é apresentado…

PPS: ah, e sinceramente, já chega de tanto queixume em relação a esta proposta de lei, ou o senhor presidente esqueceu-se de falar que a Serra da Estrela é um dos pólos de atracção turística definidos pelo governo no Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT). Pois… mas isso não interessa para nada… o que interessa é que a RTSE não acabe!

PPPS: já agora, é lindo falar da Serra da Estrela como marca turística, quando se vêm imagens como as que se seguem:


























PPPPS: Depois de tudo o que acabou de ver, acha mesmo que existe uma marca turística Serra da Estrela?... Eu acho que sim, mas não é esta... É talvez a que pode encontrar no meu outro blog! Maravilhas da Estrela! Essa sim é a verdadeira marca turística que se devia promover!

12 comentários:

ljma disse...

Como de costume, Cova_Juliana, atiras certeiro.

Mas, desta vez, não concordo contigo. Que se concentrem escolas, hospitais, maternidades, tribunais e outros serviços de primeira necessidade, ainda vá. Agora, que se concentrem as regiões de turismo? Impensável!!!

O menos mau que se pode dizer da RTSE é que é irrelevante (mas talvez não seja, e nesse caso é antes mais um dos problemas da Serra da Estrela). Que a concentrem, que a eliminem ou que passe a ser gerida de Coimbra, de Lisboa, de Faro ou de Auckland, tanto me faz. Suspeito que a mesma opinião terão alguns empresários turísticos da nossa região (mas não os da Turistrela, é claro).

Cova Juliana disse...

Ora boas zé

Confesso que depois de ler novamente o post que escrevi, que dê a sensação de que estou de acordo com as 5 unidades que vao aglutinar as actuais regioes de turismo.
Gostava de fazer deste modo um pequeno reparo.
Eu não estou a favor desta "politica de turismo" que o governo quer pôr em marcha. Agora o que me parece, é que se esta for a única maneira de a RTSE ser extinta, entao vamos a isso, mas como é obvio, a marca Serra da Estrela terá que ser sempre vista como um produto turistico autónomo!

O que a mim me indignou desta posição da RTSE é que mais uma vez não se sai em defesa da Serra e da identidade única que a mesma tem.
A defesa preferiu comparar-se com outras realidades que nem sequer deviam ser chamadas ao assunto.

Mas claro, já diziam os "antigos" que "pela boca morre o peixe". Depois de tantos anos a defender apenas a neve como potencial turístico, é obvio que quem vê de fora o que se tem passado nos últimos anos na Serra, e em especial na Estância, o que se passa na Serra é tudo menos Turismo de qualidade.

Em vez de nos compararmos com essas outras realidades, deviamos era afirmar-nos como destino de eleição, quer do ponto de vista do turismo de natureza, de aventura, de paisagem, de gastronomia, cultural, etc, etc, etc...

Se para a actual RTSE o turismo da Serra passa sempre pela neve, então acabe-se de uma vez por todas com estes bimbos e venham outros, lá de coimbra, ou de onde quer que sejam, que vejam o Turismo da Serra com outros olhos... sobretudo de uma forma SUSTENTÁVEL!

Francisco Alberto disse...

A extinção da RTSE será o maior erro deste Governo.
Mais uma vez a Beira Interior e mais própriamente a Serra da Estrela ficará sujeita a Coimbra...é no minimo criminoso depois do trabalho que tem sido feito nos ultimos anos por Jorge Patrão

isabel garcia disse...

O pior dos Portugueses é que opinam sobre o que não sabem.
E aqui se vê...
A extição da RTSE a verificar-se é uma vergonha. A RTSE nos últimos anos criou o que anteriormente ninguem tinha feito, diversificou o produto Turistico sem que a neve fosse o único atractivo. Criou Rotas culturais. Para os ignorantes que não sabem informem-se.
A Turistrela, com todos os defeitos que possa cometer, reabailitou Hoteis que estavam abandonados e destruidos, e dotou a pista de ski com os minimos de condições que até els chegarem nem um teleski funcionava. é mais fácil criticar, não é? é melhor ficarmos dependentes de Coimbra? Só pesna assim quem de facto não sabe do que fala.
Isabel Garcia

RODRIGO FONSECA disse...

BIMBOS SÃO OS QUE ESCREVEM AS BACORADAS ATRÁS (cOVA jULIANA)
PORQUE SERÁ QUE TODA A GENTE QUER FALARA DE TURISMO SEM SABER?
OS QUE FALAM SÃO OS TAIS QUE TÊM A MANIA DA DEFESA DO AMBIENTE MAS TÊM CAMPISMOS CLANDESTINOS, FAZEM OS PIQUENIQUES NA SERRA E PIOR TÊM TAMBÉM A SUA BARRACA NA SERRA. MAS CRITICAM, QUEREM APENAS A SERRA PARA ELES E DEPOIS VÊM COM FALSAS MORAIS.
EM VEZ DE FALAREM AJUDEM ENTÃO A LIMPAR A SERRA E MAIS PARTICIPEM EM AJUDAR QUEM SE ESFORÇA PELO DESENVOLVIMENTO DA SERRA. DÊM A CARA E FALEM COM O PRESIENTE DA RTSE, COM OS PRESIDENTES DAS CÃMARAS. MAS NÃO SE ESCONDAM NESTES BLOGS COBARDES.

ljma disse...

Cova_Juliana, tomo a liberdade de responder.
1. Noto aqui três comentadores que assinam todos do mesmo modo: dois nomes apenas, tudo em minúsculas. Os três comentários deixados ao longo de 12 minutos... Terá sido combinado?

2. Francisco Alberto, OK, para si o mais grave é a extinção da RTSE. Tudo bem, é uma opinião. Para mim, como disse (ironizando, não sei se notou), é mais grave o encerramento de escolas, hospitais, centros de saúde, maternidades, esquadras de polícia/GNR, tribunais. Tolices minhas, deixe lá.

3. Isabel Garcia, da minha experiência como turista de montanhas (de Inverno e de Verão) acho que a Serra da Estrela não tem, nunca teve, nem nunca terá condições para esqui a sério (e eu gosto muito de esquiar) mas podia ter outras coisas, coisas que se encontram em qualquer montanha com muita, com pouca ou com nenhuma neve, mas que são difíceis de encontrar aqui (caramba, até no Gerês é mais fácil comprar programas de escalada, passeios a cavalo, alugar bicicletas, contratar monitores de escalada, guias para canoagem).
4. Este post é sobre a RTSE, não sobre a Turistrela. Acho curioso a Isabel Garcia tê-la trazido ao assunto. Note que eu considero a Turistrela e a RTSE duas faces de uma mesma realidade (realidade essa que tem mais faces: os congestionamentos de tráfego dos turistas do sku, a venda de fancaria, o lixo espalhado, etc) que é a do turismo foleiro e massificado da Estrela. Fico espantado por ver alguém que não partilha as minhas opiniões vir assim, um pouco a despropósito, sem necessidade, reforçar a minha visão das coisas, defendendo a entidade dupla Turistrela/RTSE... Mmmm... Um tirinho no pé?

5. Rodrigo Fonseca, o meu nickname (ljma) mais do que um pseudónimo, é uma abreviatura. São as iniciais do meu nome: Luís José Maia Amoreira. Porque é que diz que estou aqui escondido? Porque é que considera este blog cobarde?
6. Acho que quem não sabe *nada* de turismo é quem delira com as Penhas da Saúde a concorrer com andorras e megèves (Câmara Municipal da Covilhã), quem deixa o entulho das suas obras espalhado nas imediações (Turistrela), quem pensa que promove a serra da Estrela com folhetos como o "Onde a Natureza Vive!" (RTSE), quem decide construir um teleférico onde se gastam milhares, quem depois (já tudo quase pronto) nota que a obra não pode continuar, quem trinta anos mais tarde decide gastar milhões a desmontar (quase) tudo e quem cinco ou seis anos depois decide gastar mais um montão de milhões ressuscitando todo o projecto outra vez! E quem paga esta indecência vergonhosa e reincidentemente negligente? Nós todos, com os nossos impostos! Ah, a maravilhosa "iniciativa privada"! Estes sim, esforçam-se pelo desenvolvimento da Estrela!
7. Onde está o meu campismo clandestino? Onde está a minha barraca? Qual é o mal dos piqueniques (pois claro que os faço, aqui ou nos Alpes!), desde que, obviamente, se limpe no fim o local e se carreguem os restos no regresso?
8.Leia com atenção este blog ou aquele onde colaboro (O Cântaro Zangado). Comece a contar o número de vezes em que divulgámos operações de limpeza da Serra, o número de vezes em que participámos nelas, o número de vezes em que ajudámos a organizá-las. (Por qualquer razão, nunca ouvi falar de uma [uma que fosse] organizada pela Turistrela, pela RTSE ou por qualquer das Câmaras Municipais da região; deve ser porque estas entidades estão muito ocupadas "a esforçar-se pelo desenvolvimento da serra"!) E o caro Rodrigo Fonseca, tem participado em muitas destas acções, também?

Saudações!
José Amoreira

ljma disse...

Só uma pequena correcção. Quando disse que as Câmaras Municipais nunca organizam operações de limpeza, errei. A Câmara Municipal de Seia organiza todos os anos, no Verão, através do seu Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), uma operação de recolha de lixo na zona da Torre. Quem participa nestas operações são voluntários e os dinamizadores do CISE.
Fica feita a correcção.

Anónimo disse...

Porque não mostram aqui as fotografias da aldeia de zinco que existe nas penhas da Saúde e as Casas abandonadas e completamente destruidas das pessoas bem da Covilhã? Será que é só a Turistrêla que faz coisas erradas?
Porque não mostram os carros velhos abandonados .
O Organismo que se chamava Parque Natural da Serra da Estrela, tem feito alguma coisa para limpar?
O Ministério do Ambiente já tomou alguma medida para acabar com as casas clandestinas de zinco que são na sua maioria de pessoas da Covilhã?
Então porque criticam a CÂMARA Municipal, a Rtse e a Turistrela por querrem construir uma aldeia de montanha com casas como as que a Turistrêla, e bem cosntruiu?
São as tais pequenas invejas locais e pior a vontade de destruir aqueles que trabalham para criar alguma riqueza na Região.
Também conhecço a Serra Nevada, Megéve e claro que a Serra da Estrela não é de forma alguma a mesma coisa, mas também Portugal é um País pequeno e para os que não sabem a serra da Estrela é a primeira montanha depois do Oceano...
Concordo, todavia que a Torre tem que levar uma volta. Acabar com aquele tipo de comerciantes que vendem apenas produtos sem qualidade, qualificar as instalações e acabar com aqueles edificios em ruinas da Força Aéra e criar ali um projecto com pés e cabeça.
Roma e Pavia não se fizeram num dia...

João Amaral

ljma disse...

João Amaral, se as casas de zinco das Penhas da Saúde não vieram abaixo há cinco ou seis anos foi porque o presidente da Câmara da Covilhã bloqueou a decisão, afirmando "antes das florinhas estão as pessoas". Depois disso, não tem permitido a essas pessoas que "estão antes das florinhas" fazerem quaisquer obras de requalificação das suas casinhas que começaram ilegais mas agora não sei o que sejam.
Não é por culpa dos ambientalistas, não é por culpa do parque, não é por culpa do Cova_Juliana que as casas não vieram abaixo. É por culpa da Câmara municipal. E é também por culpa dela que não tem havido nas casinhas de zinco melhorias.
A realidade é uma coisa tramada...

Na minha opinião, a falta de ordenamento e a ilegalidade original das tais casinhas de zinco tem paralelo na falta de ordenamento e na ilegalidade original do atravancado e cheio de entulho bairro dos "chalés" da Turistrela que o João parece tanto apreciar. São duas faces da mesma moeda, uma moeda muito rasca.

E a realidade é também que a serra não é apropriada (nem nunca foi) para a prática de esqui a sério, como o João bem sabe já que conhece a Serra Nevada e Megève. Podemos fingir que sim, mas investir no desenvolvimento do esqui é como espatifar um fjord escandinavo construindo lá uma estância balnear estilo Torremolinos. E pode um hipotético apoiante de uma hipotética "Turistrela escandinava" (que lá não as há, são civilizados demais para isso) usar o mesmo argumento que o João: "fazemos esta treta aqui, porque este é o primeiro mar para quem vem de terra; não é tão bom como o Mediterrâneo, mas é o melhor que temos"...

ljma disse...

Só mais uma coisa, João Amaral: dê uma volta por este (excelente, na minha opinião) blogue, que encontrará várias fotografias fazendo a denúncia de carros velhos abandonados.
Tem razão, não é só a Turistrela que faz coisas erradas; nem de propósito, este post até nem é sobre a Turistrela, é antes sobre a Região de Turismo. Outros posts criticam a Câmara Municipal e outros ainda outros poderes. Seja como for, é difícil ser benevolente com a Turistrela, detendo ela uma concessão exclusiva (leia-se monopólio) há mais de trinta anos, para durar mais outros tantos (mesmo que não seja aplicada no terreno existe na lei). Haverá mais alguma concessão como esta no país? Haverá mais alguma concessão como esta nalgum país da Europa ocidental?

E deverá ser o PNSE o responsável pela limpeza do lixo? Porquê? Os serviços municipalizados (ou as empresas municipais que os substituiram) estão encarregados dessa tarefa nos restantes locais. Porque é que no interior do parque, que é também terreno sob a administração autárquica, tem que ser o parque a tratar do assunto? (E olhe que até vai tratando. O PNSE tem até camiões de recolha do lixo, coisa que eu acho interessantíssima!)

Saudações!
José Amoreira

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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